Márcio Martelli Blog

Idéias, poesias e prosas do cotidiano

28/6/09

Fotos do aniversário do Enrico

 

Alguns momentos do Aniversário /
Batizado do Enrico e casamento do Ricardo e Lana
Lana, Enrico e Ricardo

Lana, Enrico e Ricardo

 

Na hora do parabéns a você...

Na hora do parabéns a você...

Ruth, Rita, Rosa, Tone e a cunhada Dora ao fundo

Os irmãos: Ruth, Rita, Rosa, Tone e a cunhada Dora ao fundo

Pietra e Clara no comecinho da festa

Pietra e Clara no comecinho da festa

Márcio e Clara

Márcio e Clara

criado por martelli    23:08 — Arquivado em: Família

Uma poesia novinha…

Hoje, estive no casamento de meu primo Ricardo, batizado e aniversário de seu filho Enrico. Vi tanta gente que há mais de 30 anos não via. Dizendo assim parece exagero, mas é verdade. E eu sabia o nome e o sobrenome das pessoas, que talvez não me reconhecessem, ou talvez… quem sabe? O fato é que foi tudo novo num universo que já conheço de outros carnavais. Fiz esta poesia abaixo pensando nisso tudo. Espero que gostem.

Velhas caras modificadas

São rostos há muito conhecidos

Velhas caras modificadas pelo tempo

Pela vida e pelo empenho em sobreviver

 

São velhos amigos de viagens

Companheiros de histórias trilhadas

Nas curvas das estradas e por aí afora

 

São meus primos, meus amigos

Infância de beleza inesquecível

Que hoje retrato em poesia

 

São faces antigas emolduradas

Em ricas poses fabricadas

Onde nada se sabe, nem se pergunta

 

São gestos, ora nobres, ora esnobes

De quem não quer se revelar

E esquecem-se de que as marcas do tempo

Não conseguem jamais ficarem ocultas

 

São meus conhecidos, amores de verão

No outono de minha vida

E fazem parte de mim, de você que me lê

Fazem parte de nossa história

E nunca serão apagados

 

Estarão sempre lá todas as vezes

Que a vida nos chama

Para ver e contemplar

 

Aquilo de que fizemos parte um dia

Para que nos orgulhemos e

Quem sabe, consertarmos o que

Equivocado ficou

A vida é para isso, para acertar e errar

E, principalmente, reparar os erros

 

São meus primos

São meus amigos

Velhas faces queridas

Preservadas para sempre

No alvorecer de minha história.

criado por martelli    22:49 — Arquivado em: Literatura

Filmes que devem ser vistos

Bem, eu andei parado por uns tempos com o cinema. Coisas da vida, my dear. Mas, tô sempre ligado. O que eu assisti recentemente e me fez pirar foram:

Cena do filme Quem quer ser um milionário

Cena do filme Quem quer ser um milionário

Quem quer ser um milionário - independente de premiações ou qualquer coisitas assim, é um bom filme e muito bem bolado;

Across the universe - esse é para pirar qualquer um, tem a música dos Beatles que conduz o filme do início ao fim e nos faz ver o quão visionários eram esses músicos; é tudo tão atual e olha que a maioria das músicas tem por volta de 40 anos;

E o meu preferido, Divã, uma produção nacional impecável. Você vai se apaixonar por Lília Cabral, vai rir, vai chorar, vai querer gritar e dar colo para ela. Um filme sensível e tocante. Não deixem de ver… depois me contem!!!

criado por martelli    22:23 — Arquivado em: Sétima arte

É o tempo que passa

O culpado de tudo é o tempo

Que passa

Que leva tudo consigo e deixa as marcas

As rugas do destino

As vias de contramão

E as passagens com mão única

 

O culpado de tudo sou eu

Que não resisti a esse tempo

Que acreditei ser imortal

Quando na realidade

Meu frágil corpo revela

Que sou apenas farelo de pão

Jogado na toalha da mesa

E esquecido por todos

 

O culpado de tudo é o tempo

Que não me contou que tudo era efêmero

Que nada iria ficar comigo

Que seriam apenas lembranças

De um tempo que passou

 

E como me lastimo por ter perdido

Boa parte da vida

Por acreditar que teria mais

Sempre mais

Mais amores, mais paixões

Mais vida, mais saúde

Mais dinheiro, mais vontade

 

E de quem é a culpa: é do tempo!

Que foi impiedoso

Que me trouxe a saudade quando na verdade

Eu queria sorrir

E a lágrima que escorre

Mostra o vazio de meu peito

O vazio de minha vida

 

Ah, feliz daquele que o tempo já levou

Que habita outras orbes

Que transita em tempo contrário ao meu

Que não sente nostalgia

E nem se incomoda com mais nada daqui

 

Ah! Tempo culpado demais

Perdoa a minha ignorância e conserva-me menino

Perdido nos telhados da casa velha

Aquela mesma casa onde fui tão feliz

Nas noites longas de frio

No calor do verão

Onde sempre estávamos nós, todos nós

 

Tempo, não me deixa sonhar acordado

Tira essa culpa de minhas costas

A culpa de ter sobrevivido

A culpa de não ter culpa alguma

A culpa de achar que tudo está errado

 

Ah! Tempo, perdoa-me

E leva-me na hora que for necessário

Deixa sim todas essas lembranças,

Alegrias e mágoas

Para lavar minha alma e purificar

A vida que vivi

Os sonhos que sonhei

Tudo o que realizei e o que não

E me perdoa por não ter sido capaz

Perdoa pelos amigos que não entenderam nada

Perdoa por não ter tido paciência para explicar

Perdoa tudo. Tudo!

 

E o culpado, Tempo, sou eu mesmo!

Por ter achado

Por ter suspeitado

Por ter levado sem nem sequer poder carregar

E me perdoa por insistir

Eu precisava

Eu preciso

Eu queria e quero

E desta vez, Tempo, espero acertar!

 

 

Publicada no livro Viver: um jogo perigoso, de Márcio Martelli, Editora In House (2009)

criado por martelli    21:55 — Arquivado em: Literatura

12/5/09

Mais fotos do lançamento do livro Para a minha mãe 2

Darci Baú Caumo

Darci Baú Caumo

Daniela Arrieta e amiga

Daniela Arrieta e amiga

Cidoca da Silva Velho

Cidoca da Silva Velho

 

Ruth de Almeida Rodrigues conferindo a sua caricatura

Ruth de Almeida Rodrigues conferindo a sua caricatura

 

Irene Bôa Tega e sua caricatura

Irene Bôa Tega e sua caricatura

 

Anna Maria Gallo

Anna Maria Gallo

 

Shirley Esp�ndola se preparando para cantar

Shirley Espíndola se preparando para cantar

 

Irene Bôa Tega e Lena Hattori apreciando o livro

Irene Bôa Tega e Lena Hattori apreciando o livro

 

Ruth, Jayme, Thales e Susana

Ruth, Jayme, Thales e Susana

 

Neizy e sua caricatura

Neizy e sua caricatura

 

Rose Perlini

Rose Perlini

Lena Hatori e Akiko Koike prestigiando o evento

Lena Hatori e Akiko Koike prestigiando o evento

Guilherme e sua amada Carol

Guilherme e sua amada Carol

Neizy Cardoso e Ana Tonelli

Neizy Cardoso e Ana Tonelli

Shirley Espndola e o marido Roberto

Shirley Espíndola e o marido Roberto

Nelli e Andréa Pelegrinelli

Nelli e Andréa Pelegrinelli

Simone Zanotello e Susana Ferretti

Simone Zanotello e Susana Ferretti

criado por martelli    19:42 — Arquivado em: Sem categoria

Lançamento do livro Para a minha mãe 2

 Editora In House comemorou o Dia das Mães no dia 8 de maio

Foi no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí o lançamento da antologia Para a minha mãe 2, da Editora In House. Uma bonita festa com direito a pocket show de Shirley Espíndola que encantou a todos com a sua bela voz. Confira nas fotos. 

Nelli, Shirley e Andréa

Nelli, Shirley e Andréa

Andréa, Marcos Maya e Nelli

Andréa, Marcos Maya e Nelli

Gersony e amiga

Gersony e amiga

Guaracy Alvarenga e esposa

Guaracy Alvarenga e esposaNelli, Guaracy e Andréa

Guilherme e sua mãe Eliana Catalano

Guilherme e sua mãe Eliana

criado por martelli    1:40 — Arquivado em: Eventos, Literatura, Música

Viver: um jogo perigoso

 

um jogo perigoso

Capa do livro Viver: um jogo perigoso

 

Lágrimas de felicidade
Como sempre eu choro. Especialmente agora que agradeço por mais um trabalho concluído. Olho para mais este livro e me pergunto: quando foi que o escrevi? Que horas? Como foi possível se não tenho tempo nem para mim mesmo?
E não compreendo. Só sei que quando vi ele estava lá, sorrindo e me acenando, como a dizer: está na hora, vamos, publique-me!…
Então, fui ler o que tinha escrito nestes últimos meses e, não é que tinha mesmo mais um livro prontinho ali??
Fiquei feliz, mas de uma felicidade clandestina, com bem define Clarice, vivi tanto e tão intensamente e está tudo aqui registrado - nas entrelinhas - deste jogo perigoso que é viver.
Cheguei no meu escritório e disse para o Gui:
- Meu livro tá pronto, vai pensando numa capa bem legal. Disse-lhe o nome escolhido e deixei que a criatividade a mil por hora dele se incumbisse do feito. E já sabia que teria algo inusitado e muito bom.
Qual não foi a minha surpresa quando vejo a capa que ele criou. É a minha cara! Essa coisa de se jogar, de se atirar sem ter medo de se esborrachar, pois a proteção é grande…
“Viver: um jogo perigoso”, minha mais nova façanha. Tem de tudo um pouco. Encontre-se. Jogue-se. Leia sem preconceito e sem medo de se encontrar por aqui. Afinal, nestas linhas estão o que sinto e o que sinto é o mesmo que todos nós sentimos: medo, tristeza, alegria, felicidade, raiva, agonia, esperança, amor, fé, esperança…
É o que esperamos da vida, não é mesmo?
Então viva intensamente comigo.
Acredite, é possível quando queremos.
E nós queremos porque merecemos.
E merecemos porque plantamos.
Viva!
Sem medo!
Apesar das curvas e perigos.
Toque a buzinha. Acenda a luz.
Mas nunca deixe de viver!

Márcio Martelli
criado por martelli    0:54 — Arquivado em: Eventos, Literatura

24/9/08

Uma poesia

Esta é do próximo livro
a ser lançado em 2009.

 

Ao acaso

Escrevo ao acaso
enquanto as pessoas passam,
observo seus modos,
suas vidas e a pressa
com que andam.
Elas correm com medo,
com o afã de chegar
a um local que sequer nome tem.
Nem tem data, nem endereço algum.
Elas apenas correm e
temem atrasadas chegarem
sem nem ao menos saberem onde.

Por isso escrevo ao acaso
tentando concluir idéias
que voam em meu pensamento,
flutuando como penas ao léu,
estourando como bolhas de sabão.
Eu tento captá-las e roubá-las.
Só para mim.
Enquanto as pessoas passam…
E eu, bobo e poeta que sou,
divago e imagino a vida
como uma grande brincadeira
ofertada a nós, meros participantes
desse jogo misterioso e sem final.

(19.8.8)

criado por martelli    22:39 — Arquivado em: Literatura — Tags:

Um ensaio sobre a cegueira

Imaginar como Jundiaí será daqui há vinte anos é uma proposta, no mínimo, instigante. Mas, para que isso ocorra, preciso voltar no tempo, há vinte anos atrás, para entender o que de fato aconteceu por aqui para poder vislumbrar uma nova Jundiaí: futurística, culturalmente rica, segura, onde a liberdade individual seja respeitada, enfim, um sonho de cidade ou, senão, uma grande utopia.
Em 1988, estava com 20 anos de idade e tinha uma vida inteira de ideais à minha espera. Era um estudante de comunicação que viajava todos os dias a Sampa pela Viação Cometa. Chegava tarde da noite, às vezes, de madrugada, e comia um cheeseburger no Lanches Gordon, ponto de encontro na rua XV.
A vida resumia-se em: estudar, shows em Sampa, Cine Ipiranga e Marabá para assistir filmes defazados e comerciais ou, ir ao Armazém e Dobrão, bares da época. Teatro – nem pensar!!! Shopping não existia por aqui e Mc Donald´s era um sonho de consumo local.
A vida foi passando e se modificando… De repente, o shopping chegou, o estoque de Big Mac esgotou em um só dia, os shows começaram a acontecer esporadicamente e fui adaptando os meus ideais à realidade deste cotidiano.
Um dia, a internet surgiu e o mundo mudou. Isso refletiu diretamente na nossa vida, que se transformou. Jundiaí cresce incessantemente e a cultura é um reflexo de tudo isso. Nossa grande fênix, o Teatro Polytheama nos brinda com espetáculos musicais e peças de teatro, a literatura explode como uma bomba atômica sobre a cidade, a população aumenta cada vez mais, hábitos mudam e, hoje, encontro-me em uma cidade que ainda não consigo decodificar. Estou realmente em uma cidade do interior?
Jundiaí tornou-se uma das cidades com melhor qualidade de vida do país – dizem as pesquisas. Confesso que sinto saudades daquela cidade antiga, onde todos se cumprimentavam e a palavra era um documento inquestionável.
Quando me pego a pensar no que acontecerá daqui há vinte anos, fico receoso e assustado. Quantos condomínios e prédios já estão em construção na cidade? Quantos paulistanos estão de mudança para a cidade à procura da tal qualidade de vida? Quantos shoppings ainda surgirão? Será que eu ainda vou poder usar a minha frase clichê: “em Jundiaí, eu chego a qualquer lugar em, no máximo, quinze minutos!?”
Pois é, os tempos são outros. Na semana passada recebi um documento do meu condomínio que diz que, a partir de outubro, para que eu possa adentrar em minha casa, tenho de estar cadastrado na portaria do prédio e, se por acaso, ao entrar dirigindo meu carro e estiver acompanhado, faz-se necessário que meu acompanhante saia do veículo, se identifique, apresente documentos, para poder ser liberado e entrar. Isso tudo em nome da segurança. Mas cadê o meu direito de liberdade e privacidade?
A Jundiaí do futuro me amedronta. Quantas histórias surgirão e se tornarão livros? A Editora In House ainda existirá? Quantos mais Polytheamas necessitaremos? Afinal a cidade está crescendo e exigindo mais e mais.
Na verdade, se eu pudesse idealizar uma Jundiaí em 2028, gostaria que ela fosse libertária, que as pessoas pudessem andar nas ruas sem medo, que fosse ainda mais valorizado o artista e a cultura local, que a visão de mundo das pessoas fosse mais humanitária, que não houvesse analfabetos e o ensino público melhorasse, que os idosos tivessem o respeito que merecem e as regalias que lhe são de direito…
Em 2028 quero admirar o pôr-do-sol jundiaiense da mesma forma que o admirava aos vinte anos de idade, da janelinha do Cometa ao ir para a faculdade. Quero sentir a mesma sensação de saudade que tinha de minha cidade todas as vezes em que me encontrava longe dela. Quero poder dizer com orgulho: “Esta é a minha cidade, onde nasci, cresci, sou respeitado e fiz a diferença!”
Não quero passar por estes vinte anos apenas olhando a banda passar, nem quero regê-la. Quero tocar com ela e compor a trilha sonora de um mundo melhor. O futuro é incerto, porém suas bases estão sendo fincadas agora. Atente! Uma cidade do futuro perfeita é um ensaio sobre a cegueira. Vamos abrir os olhos e ver. Vamos prestar atenção e escutar. Vamos dizer o que deve ser dito. Jundiaí merece! E todos nós, com certeza, merecemos presenciar este futuro!
Quem viver, verá!

criado por martelli    22:15 — Arquivado em: Literatura

13/9/08

MÁRCIO MARTELLI LANÇA SANGUE

Sangue, literatura e outras loucuras, é a nova obra de Márcio Martelli.

 

criado por martelli    11:04 — Arquivado em: Literatura
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